quinta-feira, 3 de julho de 2014

Escola EB1 de Tolosa já não fecha


A APTOS - Associação de Pais de Tolosa acaba de divulgar através das redes sociais a informação de que "a EB1 de Tolosa não encerrará no próximo ano letivo. Mas a APTOS ainda vai lutar para que seja colocado mais um docente para que a escola funcione com duas turmas".
INFORMAÇÃO DA APTOS
" Na passada segunda- feira,o Presidente da direcção da APTOS, Carlos da Luz, o sócio Carlos Parreira, assim como o Presidente da Assembleia de Freguesia, Nuno Ribeiro e o Presidente da Junta de Freguesia, Manuel Mourato, estiveram presentes na manifestação realizada junto à Direcção Regional de Educação de Évora, contra o encerramento das escolas e principalmente da EB1 de Tolosa.
Foram recebidos pela Diretora Regional, onde fizeram ouvir a sua tristeza e revolta e os seus argumentos a favor da continuidade da mesma. Vieram com a convicção de tudo terem feito para o evitar e a Diretora comprometeu-se a rever a situação.
Ontem chegou a noticia de que a EB1 de Tolosa não encerrará no próximo ano letivo. Mas a APTOS ainda vai lutar para que seja colocado mais um docente para que a escola funcione com duas turmas.
Acreditar é poder....e nós acreditamos!"

A Direcção.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Tolosa e Alpalhão na lista das escolas que o governo quer fechar


COMUNICADO DA FENPROF
A Esperança em Portalegre é a primeira a morrer
O Ministério da Educação e da Ciência divulgou a lista de Escolas do 1ºCiclo do Ensino Básico que pretende encerrar este verão. No caso de Portalegre é de um interioricídio de que se trata, é do homicídio do interior do país.
A confirmar-se este cenário serão comunidades inteiras que ficarão privadas de mais um serviço público. É também o fim de vários postos de trabalho num interior já fustigado pelo desemprego. Em vários municípios significa o fim da única ou das últimas escolas em meio rural, ficando só a escola da sede do concelho. Nalgumas localidades é a escola que mantém os avós ativos, pois têm a tarefa de acompanhar os netos à escola e apoiar nas refeições ou em situação de doença repentina. Se a criança adoece tem familiares por perto e não está entregue a estranhos a quilómetros de distância. Com o encerramento das escolas os idosos ficam desocupados e deixam de se sentir úteis.
A par do encerramento de Centros de Saúde, de Postos Médicos, de Postos dos Correios, de Postos da Guarda Nacional Republicana, de serviços de Finanças, de Tribunais, de Juntas de Freguesias, das Estações e Apeadeiros de Caminhos-de-ferro e de inúmeras empresas é a vez de fecharem mais 12 escolas no distrito.
O Ministro mente
Quando o Ministro da Educação diz que fazem isso pelas crianças, que as crianças vão ficar melhor, pois em vez de ficarem em turmas mistas, de vários anos em cada sala, as crianças iriam ficar em turmas homogéneas, com um só ano por sala, sabe que não é verdade: basta ver que em escolas grandes, como na EB1 do Atalaião ou na EB 1 dos Assentos, em Portalegre, há várias turmas mistas impostas pelo Ministério às escolas, de que os pais e os professores só souberam no primeiro dia de aulas.
Os alunos e os pais irão ficar pior servidos, pois para além de as crianças terem de ser transportadas a vários quilómetros, em muitas localidades os pais não têm transportes públicos para irem reunir e falar com os professores. As comunidades sem escola ficam desfavorecidas.
Algumas das escolas a fechar têm mais de 21 alunos
O «número mágico» para fechar escolas já foi de 10 alunos, agora dizem que é de 21. Mas cada escola é um caso, e há escolas que eventualmente com menos alunos tenham de ser manter abertas e outras escolas com mais alunos, mas com alternativas tenham de fechar.
As comunidades, os pais, os professores, as freguesias e as autarquias têm de ter uma palavra a dizer e não podem ser confrontadas com uma imposição sem diálogo.
Escolas com as de Tolosa ou Alpalhão, com mais de 21 alunos, que nem faziam parte da lista inicial de escolas a fechar, confrontam-se com a possibilidade de fechar portas.
Lista de escolas que o MEC o pretende fechar em Portalegre:


O SPZS/FENPROF não baixa os braços
O Sindicato dos Professores da Zona Sul, membro da Federação Nacional dos Professores, tem andado em contactos por todo o distrito com Associações de Pais, Autarquias, Professores e com as Comunidades para que não se baixem os braços.
O SPZS continua empenhado em colaborar para a resolução destes problemas e está disponível para participar em todas as formas de luta que se entendam necessárias. Nesse sentido está disponível para participar em manifestações em Évora, frente à DGEST, tal como já foi declarado por várias entidades.
A Direção Distrital do SPZS/FENPROF
Portalegre, 23 de Junho de 2014

sábado, 3 de maio de 2014

Adriana Bugalho lança “Clandestinos”








A Biblioteca Municipal de Nisa acolheu no passado sábado, dia 26, a apresentação do livro “Clandestinos”, primeira obra de Adriana Bugalho, um jovem de 19 anos, natural de Tolosa e a estudar Psicologia na Universidade de Évora.
Sala cheia e uma apresentação algo inédita naquele espaço, com leitura de poemas e representação coreográfica alusiva aos mesmos, por parte de jovens amigos e ex-companheiros da autora, actuação que pela sua beleza e simplicidade suscitou os maiores elogios e aplausos por parte da assistência.
A apresentação de “Clandestinos” esteve a cargo de Elisa Belo que teceu considerações de estímulo à autora, “uma jovem de 18 anos que acha a escrita e a literatura atraente, com forte intervenção cívica e intensidade com que se bate pelas suas convicções”.
Sobre o livro, Elisa Belo considera que tem unidade e tempo característicos de um romance, ao qual não faltam diversos ingredientes e causas, ainda hoje fracturantes.
A apresentadora refere que “só amor vive e une, e o amor de “Clandestinos” precisa de um desfecho dramático para poder romper barreiras”.
Adriana Bugalho, que estudou em Nisa na Escola Prof. Mendes dos Remédios e que em 2010 foi uma das alunas, a nível distrital, apuradas para o Concurso Nacional de Escrita, para além de ter colaborado com diversos textos no “Alto Alentejo”, revelou sempre um gosto enorme pela escrita, tendo José Saramago como uma das principais referências literárias.
Agradeceu à Câmara, à Chiado Editora, à apresentadora, aos seus colegas e a todas as pessoas que a têm apoiado, e explicou que “Clandestinos” resulta da sua necessidade escrever, comunicar, de mostrar a sua visão, forma de “remar contra a maré” numa sociedade partida e na qual prevalecem muitos mitos e estereótipos.